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Equipe Franco Droid: 1º lugar em "Solução Inovadora".

Vencedores na categoria Solução Inovadora, estudantes criaram um robô com peças de Lego que otimiza a coleta de lixo em determinada área, além de pesquisa que melhora a logística de captação de resíduos.

Um grupo de alunos do colégio Liceu-Franco Brasileiro, no Rio de Janeiro, trouxe para casa o prêmio máximo na categoria Solução Inovadora, no Open European Championship, competição internacional de robótica, que aconteceu este fim de semana, no Tenerife, na Espanha. Os estudantes, que faturaram o ouro por Pesquisa de Projeto, criaram ainda um robô para solução da coleta e descarte adequado de resíduos com uso de tecnologia, principalmente, do lixo nas cidades. O protótipo foi também um dos vencedores da etapa nacional do FIRST LEGO League, edição nacional do campeonato, promovido pelo Serviço Social da Indústria (SESI) em abril.

As equipes foram avaliadas considerando as frentes de trabalho da proposta apresentada, sendo linha de pesquisa, execução, trabalho de equipe e projeto. No caso da FrancoDroid, os alunos conseguiram desenvolver um projeto de pesquisa que dê solução a um problema nas cidades de forma responsável e inovadora utilizando tecnologias avançadas. O tema este ano foi "Trash Trek": Como utilizar o lixo de forma criativa.

Além do robô, os alunos acumulam experiências em soluções do bem como a criação de um aplicativo de descarte consciente do óleo de cozinha - S.O.S. Oléo Sustentável, e o programa de conscientização solidário. Esta foi uma iniciativa desenvolvida nas comunidades do Jacarezinho e Formiga, na zona norte do Rio de Janeiro, onde eles apresentam palestras e aplicaram treinamentos para captação e reciclagem do óleo de cozinha, com orientação sobre como transformar o que iria para o lixo em material de limpeza. Encontrar outra finalidade para o óleo descartado é importante por que contribui para o entupimento de ralos e tubos, contamina água e solo, além de poluir significativamente a área de moradia.

A iniciativa atinge cerca de 40 mil moradores que consomem em média uma colher de sopa de óleo (7,5 ml) por dia. São aproximadamente 300 mil litros que podem ser descartados, sem a devida orientação todos os dias, o que causaria um impacto sem estimativas na natureza. 

 

A geração de lixo no Brasil chegou a números alarmantes. No ano passado, a quantidade de resíduos descartados aumentou 29%, cinco vezes mais do que o crescimento populacional, e segundo o relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 78 milhões de pessoas continuam sem acesso ao serviços de tratamento e destinação adequada do lixo, ou seja, estamos descartando cada vez mais e de forma incorreta.

Prefeituras não conseguem dar conta do problema

Um relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que o tratamento de resíduos sólidos pouco avançou no país e critica prefeituras por falta de controle sobre depósitos ilegais. Cerca de cinco anos após a promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), que estabelece o fim dos lixões a céu aberto, os governantes ainda não sabem o que fazer com a quantidade de lixo descartada, e cerca de 400 municípios não promovem campanhas ou conseguem descartar corretamente todo o material inutilizado.

Isso acontece, dentre inúmeros motivos, por questões financeiras. O sistema de coleta e reaproveitamento de lixo é um dos serviços públicos mais caros em todo o mundo, de acordo com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). A solução está em mudar pequenos hábitos do dia a dia e buscar outra finalidade para aquilo que parecia sem serventia.

  • 10/05/2016